
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Eu desconhecedora do seu passado
das suas lembranças novas ou antigas
Da sua historia, do seu ato, da sua cena.
Havia uma vida antiga na gaveta empoeirada
Havia uma vida antiga fazendo espaço
das suas lembranças novas ou antigas
Da sua historia, do seu ato, da sua cena.
Havia uma vida antiga na gaveta empoeirada
Havia uma vida antiga fazendo espaço
Havia uma vida antiga corroendo...
Fiquei jurando a mim mesma que nada sabia...
sábado, 14 de novembro de 2009
Os novos

E me desperto
Nessa cor que me conheço
Que é só o perto
E na sala de espera a televisão
óculos escuros da minha noite
me fala das cores de dia
o jornal meu guia espacial
e os mínimos detalhes
e o noticiário me deixa em contato com os olhos do astronauta
eu ando certo
muito certo
fico sabendo que a distancia e o tempo vestem a Terra
terra, terra azul, terra brilhante
eu sinto
eu vejo
luzes e cores que me contam da terra
e de mil planetas
se eu quiser eu compro flores nem vem, que não tem
eu não me espanto
com a terra sendo a estrela de alguém
eu ando certo
perto...
È só um quarto, quatro paredes, uma cama com lençol azul celeste, um banheiro com chuveiro queimado. È só isso, ou melhor, tudo isso. Neste espaço que não é meu nem seu, a felicidade mora nos quatro cantos. Engraçado que agente tenha que pagar por isso, pagar pra sentir a dona felicidade entrando por nossos poros. Mesmo assim é bom. O que torna esse cenário especial é imaginar, que outros e outras atribuíram aquele quarto um espaço pra sentir, simplesmente sentir. È bem verdade que sentir independe do lugar... Mais aquele quarto... Talvez nem seja o quarto e sim quem entra nele. Pois eu digo que comigo acontece algo... È como se eu não fosse mais eu mesma e sim uma outra coisa, uma energia, um acontecimento. È quando o meu corpo se torna realmente meu,quando ele se despe das roupas,dos preconceitos, das vergonhas minhas e alheias. Dona de mim mesma, querendo compartilhar o meu eu para um outro ser. Ahhh aquele quarto...
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Mangue
Não sei como surgiu...
Talvez numa noite de luar
Ou em um domingo de verão
Fez um zumzumzum
Um aperto no coração
Culpa dos astros, dos fatos
Do enredo torto da vida...
Simplesmente surgiu
Na linha fina dos sonhos
O passarinho cantador
E a menina malabarista.
Talvez numa noite de luar
Ou em um domingo de verão
Fez um zumzumzum
Um aperto no coração
Culpa dos astros, dos fatos
Do enredo torto da vida...
Simplesmente surgiu
Na linha fina dos sonhos
O passarinho cantador
E a menina malabarista.
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