Tem um pássaro que vive voando ao redor de minha casa ele sempre para em cima da cerca lá no final do terreno. Canta bonito que só vendo!
Teve um dia, que eu tava lá no fundo do quintal, bem pertinho do rio, ele veio assim ó, pertinho do meu rosto, olhou bem nos meus olhos, parecia que ia me falar uma coisa! Te digo, quase chorei, veio o choro, bateu e voltou! Engoli do jeito diferente de quando minha mãe me mandava calar a boca e ele começou a cantar,foi bonito! Ele cantou olhando, assim, direto nos meus olhos. Eu podia morrer ali. Mas num morri, tanto num morri aqui to aqui né? to aqui!. Nem sei por que não morri até hoje. Rapaz, esse mesmo pássaro, rondou minha casa, ele crescia. Crescia cada vez mais, num dia ele tava tão grande mais tão grande que já era maior que a minha casa. Daí ele foi parar lá na cerca, num deu outra, ela quebrou. Tu pensa que tinha medo dele? Não tinha não! ele era do tamanho dessa rua aqui, o povo num começou a achar que eu era feiticeiro? Ainda mais que vendia planta de cura. Ah rapaz.
...Eu sofri mesmo foi quando ele tirou o telhado lá da minha casa e começou a comer, ele comia, comia toda palha, ficou lá no fundo do quintal, comendo, sem cerca, com o rio correndo eu chorei,ai mais chorei, ele tinha me traído! Não entendia por que ele
tava fazendo aquilo comigo, a gente conversava e ele tava me levando a casa, daí peguei um pedaço de pau, fui lá, fui bater nele, ele era azul escuro, tinha uma lista vermelha no papo e um rabo comprido com penas azuis claras , uma beleza, ai mais tava com raiva, fui correndo pra bater nele, com coração doido de tanta tristeza, fui correndo, chegando lá perto ele parou de comer meu telhado e começou a cantar... ai
Mas foi o canto mais bonito
meu choro mais doido
ele me olhou firme, continuou a cantar.
Deitou no chão, esticou suas penas que chegaram ao rio e o bico na porteira da frente, bem pertinho da roseira, eu larguei o pau no chão subi nas costa dele, e ele saiu
voando
voando
eu voei, fui ao céu.
vi tudo lá de cima
ai, minha boca não consegue mais falar essa felicidade.
Teve um dia, que eu tava lá no fundo do quintal, bem pertinho do rio, ele veio assim ó, pertinho do meu rosto, olhou bem nos meus olhos, parecia que ia me falar uma coisa! Te digo, quase chorei, veio o choro, bateu e voltou! Engoli do jeito diferente de quando minha mãe me mandava calar a boca e ele começou a cantar,foi bonito! Ele cantou olhando, assim, direto nos meus olhos. Eu podia morrer ali. Mas num morri, tanto num morri aqui to aqui né? to aqui!. Nem sei por que não morri até hoje. Rapaz, esse mesmo pássaro, rondou minha casa, ele crescia. Crescia cada vez mais, num dia ele tava tão grande mais tão grande que já era maior que a minha casa. Daí ele foi parar lá na cerca, num deu outra, ela quebrou. Tu pensa que tinha medo dele? Não tinha não! ele era do tamanho dessa rua aqui, o povo num começou a achar que eu era feiticeiro? Ainda mais que vendia planta de cura. Ah rapaz.
...Eu sofri mesmo foi quando ele tirou o telhado lá da minha casa e começou a comer, ele comia, comia toda palha, ficou lá no fundo do quintal, comendo, sem cerca, com o rio correndo eu chorei,ai mais chorei, ele tinha me traído! Não entendia por que ele
tava fazendo aquilo comigo, a gente conversava e ele tava me levando a casa, daí peguei um pedaço de pau, fui lá, fui bater nele, ele era azul escuro, tinha uma lista vermelha no papo e um rabo comprido com penas azuis claras , uma beleza, ai mais tava com raiva, fui correndo pra bater nele, com coração doido de tanta tristeza, fui correndo, chegando lá perto ele parou de comer meu telhado e começou a cantar... ai
Mas foi o canto mais bonito
meu choro mais doido
ele me olhou firme, continuou a cantar.
Deitou no chão, esticou suas penas que chegaram ao rio e o bico na porteira da frente, bem pertinho da roseira, eu larguei o pau no chão subi nas costa dele, e ele saiu
voando
voando
eu voei, fui ao céu.
vi tudo lá de cima
ai, minha boca não consegue mais falar essa felicidade.