quinta-feira, 28 de julho de 2011

Azul

Tem um pássaro que vive voando ao redor de minha casa ele sempre para em cima da cerca lá no final do terreno. Canta bonito que só vendo!
Teve um dia, que eu tava lá no fundo do quintal, bem pertinho do rio, ele veio assim ó, pertinho do meu rosto, olhou bem nos meus olhos, parecia que ia me falar uma coisa! Te digo, quase chorei, veio o choro, bateu e voltou! Engoli do jeito diferente de quando minha mãe me mandava calar a boca e ele começou a cantar,foi bonito! Ele cantou olhando, assim, direto nos meus olhos. Eu podia morrer ali. Mas num morri, tanto num morri aqui to aqui né? to aqui!. Nem sei por que não morri até hoje. Rapaz, esse mesmo pássaro, rondou minha casa, ele crescia. Crescia cada vez mais, num dia ele tava tão grande mais tão grande que já era maior que a minha casa. Daí ele foi parar lá na cerca, num deu outra, ela quebrou. Tu pensa que tinha medo dele? Não tinha não! ele era do tamanho dessa rua aqui, o povo num começou a achar que eu era feiticeiro? Ainda mais que vendia planta de cura. Ah rapaz.
...Eu sofri mesmo foi quando ele tirou o telhado lá da minha casa e começou a comer, ele comia, comia toda palha, ficou lá no fundo do quintal, comendo, sem cerca, com o rio correndo eu chorei,ai mais chorei, ele tinha me traído! Não entendia por que ele
tava fazendo aquilo comigo, a gente conversava e ele tava me levando a casa, daí peguei um pedaço de pau, fui lá, fui bater nele, ele era azul escuro, tinha uma lista vermelha no papo e um rabo comprido com penas azuis claras , uma beleza, ai mais tava com raiva, fui correndo pra bater nele, com coração doido de tanta tristeza, fui correndo, chegando lá perto ele parou de comer meu telhado e começou a cantar... ai
Mas foi o canto mais bonito
meu choro mais doido
ele me olhou firme, continuou a cantar.
Deitou no chão, esticou suas penas que chegaram ao rio e o bico na porteira da frente, bem pertinho da roseira, eu larguei o pau no chão subi nas costa dele, e ele saiu
voando
voando
eu voei, fui ao céu.
vi tudo lá de cima
ai, minha boca não consegue mais falar essa felicidade.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Procura-se

Tem uma hora que a criatividade some.ela aparece na porta com duas malas e diz "vou-me embora pra Parságada".
Tem mais de um ano que não encontro a minha...não estou certa se ela foi pro destino que disse,minha criatividade é meio bipolar.O caso é:por onde anda minha criatividade?em que bar,biblioteca,parque,casa,rua,beco sem saída ela se meteu.

fiz um anúncio:

Procura-se Criatividade:

-ela tem 2 metros de altura,é multicolorida,muda de voz constantemente.Tem o gênio indomável e acha que é Indiana Jones.


Criatividade volte para casa,sua mãe te espera.Volte logo!

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Choveu forte no céu.
no mar,na varanda de casa.Uma chuva que levou tudo:o riso,o choro,o pranto,o barulho...
levou sonhos,pesadelos,levou o tempo,a criança sentada no balanço...Levou a terra em forma de lama,escondeu o homem no buraco escuro.
Dizem os antigos que chuva é choro de anjo perdido.

sábado, 8 de maio de 2010

domingo, 21 de março de 2010

Nem sempre a vitima é a mais fraca,nem sempre a vitima se vitimizou,nem sempre a vitima é tímida,nem sempre a vitima se procurou.

Ente

Tenho medo
de procurar
nos vazios
nos ocultos
nos achados e perdidos

sexta-feira, 12 de março de 2010

Tirei o eixo da minha vida.mudei e ainda assim sou a mesma...